Cabras Serpentinas


A Herdade da Mata tem atualmente cinquenta cabras Serpentinas e três bodes, todos inscritos no Registo Genealógico da Raça Caprina Serpentina. As crias do sexo feminino que possuam características típicas são mantidas para a reprodução. Os machos são vendidos conhecidos por Cabritos Alentejanos.


O processo de produção inteiro de cabritos Serpentina, do nascimento à venda, é acompanhado pela Associação Portuguesa de Caprinicultores de Raça Serpentina.


O seu revestimento é predominantemente branco. Os animais têm marcas negras ao longo da coluna vertebral, na barriga, dentro dos ouvidos, em torno dos olhos e na direção do focinho, bem como sobre a parte inferior das pernas, mais propriamente dos joelhos para baixo. A raça de cabras Serpentina, como é comum em outras ralas deste animal, resultou do cruzamento entre animais trazidos para a Península Ibérica no passado distante por pessoas de várias origens. Graças às condições ambientais locais e alguma seleção morfológica, fizeram com que estes exemplares ganhassem fortes características homogéneas, acabando por ganhar o estatuto de raça.


Ao longo dos anos, o seu nome sofreu algumas mudanças, como os animais que passaram de um lado para o outro e cresceram em número. Em primeiro lugar, porque a maior concentração foi em Espanha, onde eram conhecidas como cabras espanholas ou castelhanas. Mais tarde, devido à sua proximidade com a fronteira, o nome foi alterado para Raiana e, por fim, com os números crescentes nas montanhas de Serpa no Alentejo, ficaram conhecidas por Cabras Serpentinas e este é o nome pelo qual são mais conhecidas nos dias de hoje.


A Cabra Serpentina é considerada em perigo de extinção.