Vacas Garvonesas


A raça Bovina Garvonesa, também conhecida por raça Chamusca, é considerada por alguns autores como uma transição da raça Alentejo à raça Algarvia, tendo-se desenvolvido localmente e estabelecendo a sua localidade de origem, a bacia do rio Mira. Ao longo do tempo, estes animais espalharam-se para os municípios de Santiago do Cacém, Odemira, Ourique e Castro Verde.


A origem do seu nome deve-se à Feira de Garvão, onde estes costumavam ser comercializados. Estes animais foram muito procurados pela sua robustez levando-os ao seu bom estado físico e consequentemente à exploração laboral.


Em 1994, quando a vaca Garvonesa caminhava para a extinção, o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e a delegação do Instituto da Conservação da Natureza, iniciou o "Projeto de Recuperação e da Manutenção do Bovino Garvonês", com o objetivo de não só preservar uma herança genealógica única, mas também de manter e melhorar os sistemas agrícolas extensivos e semi-intensivos.


A partir do ano 2000, a raça Garvonesa foi reconhecida como uma raça autóctone elegida pelas medidas agro-ambientais, na "manutenção de raças indígenas" do programa, como uma raça sob forte ameaça.


A Vaca Garvonesa tem geralmente grande porte, as fêmeas são castanhas escuras de tom avermelhado e os touros são na maioria de tons negros.


A Herdade da Mata tem mais de 100 animais da raça Garvonesa.